Um estudo recente da Queen Mary University of London, publicado no jornal científico PLOS One, mostrou que as vozes produzidas por inteligência artificial (IA) já atingiram um nível tão avançado que se tornaram praticamente indistinguíveis das vozes humanas.
A pesquisa aponta que o ouvinte médio não consegue mais diferenciar entre vozes reais e sons criados por ferramentas de síntese de voz de última geração, evidenciando que a tecnologia chegou a um ponto de hiper-realismo.
O que significa o conceito de “hiper-realismo”
A pesquisa também investigou se as vozes criadas por IA estariam seguindo o mesmo caminho das imagens hiper-reais, que muitas vezes são confundidas com fotografias autênticas.
Segundo a professora sênior de psicologia Dra. Nadine Lavan, coautora do estudo, “essas vozes não soavam exatamente como humanas reais, mas nosso estudo mostra que esse momento já chegou. Precisamos urgentemente entender como as pessoas percebem essas vozes hiper-realistas”.
Impactos e possíveis aplicações
A criação das vozes, de acordo com os pesquisadores, foi feita de maneira simples e rápida, o que demonstra o quão acessíveis e sofisticadas essas ferramentas já se tornaram.
Apesar dos riscos de uso para enganar ouvintes, a tecnologia também abre espaço para aplicações positivas, como:
- Acessibilidade: vozes sintéticas de qualidade podem facilitar a vida de pessoas com deficiência visual.
- Educação: narrativas realistas podem enriquecer experiências de aprendizado.
- Comunicação: personalização de vozes em assistentes virtuais e atendimentos automatizados.
Para Lavan, o desafio agora é equilibrar os benefícios com a necessidade de regulamentar e compreender os efeitos sociais desse avanço.
Fonte: CNN Brasil